Política e Religião: indissociáveis
Publicado por salvadorgospel em Outubro 10, 2008

Bandeira do Brasil
Durante os últimos meses o povo brasileiro vivenciou mais uma campanha eleitoral. Em todos os municípios brasileiros candidatos a prefeitos e vereadores fizeram carreatas, passeatas e debates para expor as suas propostas de campanha. Em meio a esse turbilhão eleitoral, muitos dos candidatos se declararam publicamente como evangélicos, pedindo o apoio e os votos do eleitorado cristão. Nesse período uma grande questão sempre se levanta, religião deve se envolver com política?
Através de uma análise histórica o que percebemos é que religião e política nunca estiveram separados, e principalmente, que Deus se importa com a política e com o futuro das nações. No Antigo Testamento os grandes líderes foram diretamente escolhidos por Deus, a exemplo disso temos Moisés que foi escolhido como mediador para a libertação do povo no Egito, além de ser mentor espiritual ele conduziu toda uma nação pelo deserto lutando e guerreando pela Terra Prometida. Temos também Samuel grande profeta usado constantemente pelo Senhor para ungir os Reis de Israel, a exemplo de Saul e Davi.
A Bíblia é clara no que diz respeito à política. O Senhor quer que escolhemos líderes para nos guiar. Veja os versículos:
“Juízes e oficiais porás em todas as tuas cidades que o Senhor teu Deus te dá, segundo as tuas tribos, para que julguem o povo com justiça. Não torcerás o juízo; não farás acepção de pessoas, nem receberás peitas; porque a peita cega os olhos dos sábios, e perverte a causa dos justos.” Deuterenômio 16:18-19
“Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são motivo de temor para os que fazem o bem, mas para os que fazem o mal. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; porquanto ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador em ira contra aquele que pratica o mal.” Romanos 13:1-4
“Pelo que é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa da ira, mas também por causa da consciência. Por esta razão também pagais tributo; porque são ministros de Deus, para atenderem a isso mesmo. Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.” Romanos 13:5-7
Como podemos ver, nós cristãos somos convocados por Deus para escolher conscientemente os nossos líderes, porque os cargos de autoriedade foram instituídos por Ele e devem ser por nós respeitados. Acredito que no que diz respeito a religião e política a grande questão deve ser: como será o engajamento cristão? Observo que os lideres políticos têm se envolvido erroneamente nesse caso, na grande maioria eles transformam suas igrejas em grandes currais eleitorais, trocando tijolos, cimento e ajuda financeira pelo apoio da congregação.
Imagino que a Igreja deva ser um grande pleito educacional, os líderes tem por obrigação orientar os seus rebanhos para que votem consciente. É necessário que as pessoas entendam a função de cada um dos cargos políticos, é preciso que elas compreendam a sua responsabilidade no futuro da sua cidade. Para isso, os pastores devem se comprometer em promover debates para a comunidade entre os candidatos a prefeito e vereadores e organizar uma comissão para acompanhar as sessões da Câmara Municipal.
Nós cristãos temos responsabilidades políticas, não podemos estar à margem, sem uma participação ativa. A nossa cidade também depende de nós e enquanto Igreja temos força suficiente para eleger um bom prefeito e bons vereadores. O que devemos é lutar por uma participação cristã consciente.